Teatro Sá da Bandeira, entre Memória e Futuro
Programação de outubro, novembro e dezembro no Teatro Sá da Bandeira
As bilheteiras abrem dia 22 de setembro às 10h00
No último trimestre de 2026, a programação do TSB – Teatro Sá da Bandeira, fala-nos das histórias e memórias que herdámos para pensarmos o presente e imaginarmos aquilo que ainda podemos construir em conjunto. Entre o teatro, a dança, a música, a escrita e os projetos com comunidade, cruzamos diferentes gerações, geografias e formas de olhar o mundo, trazendo para o palco questões que atravessam a nossa vida coletiva, as cidades que habitamos, a relação com o planeta e a importância de preservarmos e transmitirmos as nossas histórias. Terminamos assim o ano, regressando à ideia com que iniciámos 2026, afirmando o Teatro Sá da Bandeira como Casa de Portas Abertas, um lugar de encontros entre públicos e artistas, assim como um espaço da comunidade, onde podemos olhar para aquilo que fomos, pensar aquilo que somos e imaginar aquilo que queremos ser.
Programação de outubro de 2026 no Teatro Sá da Bandeira
Em outubro, olhamos para as memórias que atravessam diferentes geografias, gerações e conquistas sociais e para a forma como continuam a transformar o presente. Em As Cores da América Latina, viajamos pelo Chile, Peru e Brasil, através da dança, do teatro e de tradições populares latino-americanas. Com Temporal, partimos do arquivo e das histórias de teatro vividas por um pai para colocar frente a frente o teatro de então e o de agora, cruzando memória familiar, memória artística e os públicos que as testemunharam. Nós, Sozinhas revisita a história dos (quase) 20 anos de despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez em Portugal, contando histórias, processos e momentos que contribuíram para transformar o País, neste período. Outubro convida-nos, assim, a olhar para aquilo que recebemos daqueles que vieram antes de nós e para a forma como a memória, quando partilhada, pode continuar a transformar o presente.
Programação de novembro de 2026 no Teatro Sá da Bandeira
Em novembro, partimos da palavra, dos clássicos e da criação contemporânea para questionar a forma como escrevemos e habitamos o nosso tempo. Na oficina semanal Escrivaninha, procuramos nas memórias, na imaginação e nas pequenas coisas do quotidiano matéria para novas histórias. O Mal na Raiz, recupera o mito de Antígona para o instalar na atual crise da habitação em Portugal, questionando que cidades queremos construir e para quem as construímos. Com Sumário: Auto da Barca do Inferno, revisitamos um clássico que atravessa gerações de alunos e professores, cruzando a história do teatro com a história da escola. Fora de portas, na Catedral de Santarém, João Barradas e Kit Downes encontram-se pela primeira vez para o concerto inaugural do FÓS 2026, cruzando composição e improvisação e aproximando Portugal e Reino Unido, através de dois dos músicos mais singulares do jazz europeu. Entre aquilo que escrevemos, herdamos, habitamos e criamos, novembro pergunta-nos de que forma queremos deixar a nossa marca no presente.
Programação de dezembro de 2026 no Teatro Sá da Bandeira
Terminamos o ano à mesa, com música e em comunidade, mas também a pensar sobre a forma como habitamos e partilhamos o mundo. Em Comer a Terra, um espetáculo-jantar, encontramo-nos para refletir sobre o nosso apetite, a desigualdade, a globalização e a crise climática, lembrando-nos que nem todas as histórias do que colocamos à mesa são fáceis de engolir. Ana Bacalhau, com a sua música e palavras, fará do espetáculo um encontro para nos revermos. Para fechar 2026, o TSB produz com a comunidade Operários do Natal, um concerto-espetáculo a partir do álbum de Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho, juntando músicos, cantores e diferentes agentes culturais de Santarém, numa celebração construída pelos próprios.
Terminamos assim o ano como começámos. Num TSB como Casa de Portas Abertas, porque são muitas as pessoas, as histórias e os gestos necessários para construir e abraçar o que é de todos e para todos.
O Teatro Sá da Bandeira é Casa e a Porta está Aberta!